A Grécia das ilhas quase sempre quer dizer Santorini e Mykonos. Estas ficam do outro lado do país, no Mar Jônico, e a diferença não é para menos — é para mais. O mesmo mar azul sem fim, a mesma água clara, sem a aridez do Egeu.
As praias são de dois tipos, e os dois estão no roteiro. Há a areia fina da baía de Laganas, em Zakynthos, que é justamente onde a tartaruga-cabeçuda desova. E há as enseadas de pedra branca e lisa — e é por causa delas que a água fica daquele azul impossível: sem areia em suspensão, dá para ver o fundo depois de horas de banho. Vale levar uma sandália de borracha; em pedra, faz toda a diferença.
E o verde é abundante, o que no Egeu não existe. Montanha, pinheiro, cipreste e olival até a beira d’água — e o olival não está ali por acaso. Veneza governou estas ilhas por quatro séculos e, depois de perder as fontes de azeite no Peloponeso, pagou aos corfiotas para plantar oliveira: a produção saiu de dois mil barris no século XVI para setenta mil no fim do XVIII. As árvores que você vê hoje vêm daquela decisão.
E a ordem importa: Corfu já era uma cidade grega em 734 antes de Cristo, fundada por colonos de Corinto — mais de mil anos antes de Veneza existir, e uns dois mil antes de Veneza chegar aqui. O veneziano destas ilhas é sotaque, não origem.
Mas o que Veneza deixou está de pé nas cidades. O centro histórico de Corfu está no Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2007: três fortalezas desenhadas por engenheiros venezianos, casario alto e estreito, e uma arcada que os franceses acrescentaram depois. Não é a Grécia das colunas nem a das casinhas brancas — é uma cidade italiana que fala grego.
O desenho desta viagem é deliberado. Três ilhas, três noites em cada, uma base só por ilha. Menos mala arrumada e desarrumada, mais tempo em cada lugar. Os dias têm uma coisa principal e tempo livre em volta — não é uma lista de paradas vista pela janela do ônibus.
Começa e termina em Atenas: dois dias no início, para o mercado, a Acrópole e o museu, e um no fim, com o jantar de despedida.
E o primeiro dia não tem programação nenhuma, de propósito. As passageiras chegam em voos e horários diferentes, e ninguém deve começar uma viagem correndo do aeroporto para um passeio.
Dia a dia
13 dias e 12 noites — Atenas, Zakynthos, Kefalônia e Corfu
Chegada a Atenas
Recepção no aeroporto e traslado ao hotel. O resto do dia é livre, e isso é de propósito: as passageiras chegam em voos e horários diferentes, e ninguém deve começar uma viagem correndo do aeroporto para um passeio.
Atenas — o mercado, a Acrópole e o museu
Manhã a pé pelo mercado central, provando a comida que os atenienses comem de verdade: o pão de gergelim das esquinas, os bolinhos de mel, a empada de queijo. O almoço é numa casa tradicional de espetinhos e fecha o passeio. À tarde, a Acrópole com guia — o Partenon, o Erecteion, o pequeno templo de Atena Nike — e o Museu da Acrópole, que guarda o que saiu de lá de cima. No caminho, o estádio de mármore dos primeiros Jogos modernos, o Templo de Zeus Olímpico, o Arco de Adriano e a troca da guarda na praça central.
Atenas → Zakynthos, e a baía das tartarugas
Voo pela manhã para a primeira ilha. À tarde, um passeio de barco sem pressa ao pôr do sol pela baía de Laganas — santuário marinho protegido, onde desova a tartaruga-cabeçuda e onde é comum vê-las nadando ao lado do barco. Parada para banho na ilhota que chamam de Ilha das Tartarugas, pelo formato, de areia macia e água rasa. Depois as grutas de Keri, uma costa de arcos e rochas onde o barco ancora em água transparente para quem quiser nadar.
Zakynthos — o naufrágio, a oliveira de dois mil anos e o pôr do sol
Começa numa aldeia de montanha e no seu mosteiro do século XV, com parada para café. Depois o mirante do alto da falésia sobre a enseada do naufrágio, com o casco enferrujado lá embaixo na areia branca — a imagem que todo mundo conhece da ilha. Descemos à costa para o barco das Grutas Azuis, onde o mar fica safira sob a rocha, e ele se posiciona no mar para a vista do naufrágio. A praia do naufrágio se vê do alto e do mar: não há desembarque — dizemos isso agora para ninguém descobrir no dia. À tarde, a aldeia que guarda a oliveira mais velha da ilha, com uns dois mil anos, e o fim do dia numa aldeia de beira de penhasco, na costa oeste, conhecida pelos pores do sol.
Zakynthos — a capital, o santo e o azeite
Manhã tranquila. Primeiro a colina acima da cidade, coroada por um castelo veneziano, com a vista da capital, do porto e, em dia claro, do continente ao longe. Depois a cidade em si: a igreja do padroeiro da ilha, a praça principal, o Museu Bizantino, e um café na beira d'água. Antes do almoço, a visita a um lagar-museu de azeite — como se prensa o azeite da ilha durante o inverno — com prova no fim. Tarde livre.
Zakynthos → Kefalônia
A travessia de barco para Kefalônia sai no início da manhã — é a única do dia, e por isso o horário não se escolhe. Chegada e traslado até a capital da ilha, debruçada sobre uma laguna calma. À tarde, uma caminhada pela ponte de pedra de 1813, a mais longa do mundo construída sobre o mar, de onde se veem as tartarugas subindo até o cais dos pescadores. Resto do dia livre.
Kefalônia — o norte da ilha
A aldeia de pescadores que o terremoto de 1953 poupou, a única da ilha que continua com as casas venezianas em tons pastel, cercadas de ciprestes, onde barcos de pesca dividem o cais com veleiros. Depois uma aldeia encaixada num istmo estreito, com um forte veneziano do século XVI no alto do promontório — lugar de parar e tomar um café à beira d'água. E, do mirante, a praia de seixos brancos entre falésias que é a imagem mais fotografada da Grécia continental.
Kefalônia — as cavernas, o mosteiro e o vinho
Uma caverna de estalactites com 150 milhões de anos e acústica tão boa que ali dentro se fazem concertos. Depois um lago subterrâneo numa gruta cujo teto desabou na antiguidade: atravessa-se de barco pequeno, e ao meio-dia o sol entra pela abertura e acende a água de verde e azul. Em seguida os sumidouros na beira da capital, onde o mar entra na rocha e reaparece do outro lado da ilha dias depois. À tarde, o mosteiro mais querido da ilha, no meio de um vale de vinhedos, e a cooperativa que prensa o vinho branco da região, com visita à adega e prova.
Kefalônia → Corfu, e a cidade velha
Manhã livre e voo para Corfu. À tarde, o palácio de 1826 numa colina verde — residência de verão dos governadores britânicos e depois da família real grega — com tempo para o parque. Na volta, a estrada passa por baixo da fortaleza veneziana. E então a cidade velha a pé: a grande esplanada com as arcadas de inspiração francesa, o palácio de São Miguel e São Jorge, a igreja do padroeiro da ilha com o campanário de cúpula vermelha, o bairro medieval de becos e poços e o antigo bairro judeu — a parte que fica fora do circuito das multidões. Jantar livre, com indicação de onde ir.
Corfu — as enseadas e o palácio da imperatriz
De manhã, o mosteiro no promontório entre ciprestes e buganvílias, com o pátio à sombra e a vista da baía no momento mais calmo do dia. Embaixo, as enseadas verdes emolduradas por falésias que são o trecho mais bonito da costa: barco opcional às grutas marinhas, tempo para banho e um almoço sem pressa à beira d'água. À tarde, o palácio construído para a imperatriz Elisabeth da Áustria, com os terraços de estátuas voltados para o mar. O interior está em obras — visitam-se os jardins e as esculturas, e a reabertura está prevista para 2027. Se acontecer, é bônus.
Corfu — de leste a oeste, o azeite e o vinho
A estrada sobe pelo campo verde em direção a duas das aldeias mais bonitas da ilha, com parada numa curva alta para ver toda a costa nordeste lá embaixo. A primeira parada é uma praça de aldeia, para um café à sombra de uma árvore centenária, no ritmo de quem mora ali. Depois um lagar de azeite de família, com museu, mostrando como se faz o azeite da ilha há séculos — com prova no fim. Mais adiante, a mesma costa oeste da véspera, agora de um mirante reservado, com o olho correndo até a ilha de Paxos no horizonte. E a vinícola mais antiga de Corfu, num vale interior, com visita às adegas e prova de dois dos seus vinhos. Tarde livre.
Corfu → Atenas, e o jantar de despedida
Voo pela manhã de volta a Atenas. Tarde livre — é o momento de uma última volta e das compras no bairro histórico aos pés da Acrópole. À noite, o jantar de despedida: ou num restaurante com vista para a Acrópole, ou num daqueles com música ao vivo e dança.
Atenas → Brasil
Café da manhã no hotel e traslado ao aeroporto.
- 12 noites em hotéis 4 estrelas bem localizados, com café da manhã
- Os três voos dentro da Grécia — Atenas–Zakynthos, Kefalônia–Corfu e Corfu–Atenas — com taxas e 30 kg de bagagem despachada
- A travessia de barco entre Zakynthos e Kefalônia
- Veículo com ar-condicionado só para o nosso grupo, em todos os traslados e passeios
- Acompanhante falando espanhol (ou português, onde houver) nos passeios do programa
- Na Acrópole, guia credenciado, com entrada no sítio e no Museu da Acrópole
- O passeio de barco ao pôr do sol na baía das tartarugas, em Zakynthos
- O barco às Grutas Azuis e à vista do naufrágio
- Entradas da caverna de estalactites e do lago subterrâneo, em Kefalônia; do palácio de 1826 e do Museu Bizantino
- Quatro provas: azeite em Zakynthos e em Corfu, o vinho branco da cooperativa em Kefalônia e dois vinhos na vinícola de Corfu
- Um almoço no primeiro dia de Atenas e o jantar de despedida
- Uma garrafa de água de meio litro por pessoa por dia
- Taxas de hospedagem
- André Andrade acompanhando o grupo do embarque no Brasil até a volta
- Passagem aérea internacional (Brasil ⇄ Atenas)
- Seguro viagem — recomendado, e nós ajudamos a contratar
- Taxa climática da Grécia: € 10 por quarto por noite, cobrada no hotel (tarifa de 2026)
- Os almoços e jantares que não estão no roteiro, e as bebidas
- Gorjetas de guias, acompanhantes e motoristas
- Carregadores de mala nos aeroportos e hotéis
- Gastos de caráter pessoal
⭐ O acompanhante da Andre Travel promove cuidados, segurança e integração entre o grupo. Gerencia eventualidades e garante a tranquilidade dos viajantes durante toda a jornada.
ℹ️ Duas coisas que preferimos dizer antes: na praia do naufrágio, em Zakynthos, não há desembarque — ela se vê do mirante no alto e do barco, no mar. E o interior do palácio da imperatriz, em Corfu, está em obras: visitam-se os jardins e as estátuas, e a reabertura está prevista para 2027.
ℹ️ Os horários dos voos dentro da Grécia e das travessias de barco de 2027 ainda não foram publicados pelas companhias e podem mudar. A organização pode alterar a ordem dos passeios por motivo técnico, tempo ou indisponibilidade, mantendo o conteúdo do roteiro.